Quais serão as tecnologias para grãos em 2019

Veículos autônomos, inteligência artificial, Internet das Coisas e drones são algumas das novidades já vistas em tecnologia para grãos. Sempre em discussão, o campo de aprimoramento no setor apresenta novas tendências anualmente.

Em um ano com expectativa de crescimento de safra de 4,2%, comparada ao do período de 2017/18 (Conab), investimentos que otimizem cada vez mais a produção não saem da atenção do público do agronegócio voltado para grãos.

Segundo Mauro Osaki, professor do curso de Gestão de Custos no Mercado de Grãos, da plataforma Solution, a tecnologia tem se destacado principalmente pelo melhoramento genético. “Todo ano temos uma pequena inovação e lançamento de novas culturas que garantem bons resultados das safras”, comenta.

Evoluções

No campo, se tornou cada vez mais comum a questão de uso dos drones. Para Osaki, eles são importantes auxiliares no controle de pragas, mapeamento da lavora, consulta da depreciação e fertilização de solos. “Essa tecnologia era voltada apenas ao grande produtor. Hoje já é acessível ao de médio porte e logo se tornará comum para todo agricultor”, explica.

O professor ressalta ainda que o custo baixo de algumas ferramentas tecnológicas acelerou novos manejos de terras. Entretanto, toda a produção ainda depende do conhecimento técnico e olhar crítico do agricultor.

Futuro

Apesar de auxiliar, nenhuma tecnologia pode substituir o trabalho humano ao controlar uma máquina. “Mesmo que mecanizada, nossa produção não é autônoma. Caminharemos para isso, mas precisamos de ajustes estruturais que ainda podem demorar”, enfatiza Osaki.

Para ele, até mesmo os aplicativos não podem ser considerados tecnologias inteiramente funcionais. “Eles ajudam, mas são apenas ‘computadores’ transportados para o celular. Isso diminui a distância com que o trabalho era feito, mas dificilmente atinge a necessidade individual de cada produtor”, reforça.

Caminhar em direção a novos conceitos e aprimoramento é, segundo o professor, um processo gradual. “E esse será um desafio a ser superado nos próximos anos. Novas tecnologias para grãos só poderão ser lançadas conforme melhorarem a precisão de ferramentas já utilizadas em campo”, observa.

Proteção econômica

Apesar de não fazer parte das tecnologias para grãos, a hedge é uma ferramenta que vale ressaltar neste ano e que será importante na proteção contra as oscilações de preços no mercado. Com ela, o agricultor pode fazer uso desse instrumento por meio de corretoras, sendo algumas vinculadas a bancos ou independentes.

“Esta operação é muito utilizada pelas tradings, empresas comerciais que atuam como intermediárias em operações de exportação ou de importação entre empresas fabricantes e empresas compradoras”, explica Wilson Miceli, também professor do curso de Grãos.

Por ficar muitas vezes apenas intermediado pelas tradings, o agricultor poderá usar a hedge como via para ofertar seus grãos. A partir de contratos futuros, também chamados de derivativos, ele irá garantir o pagamento pelo produto colhido.

“Se ele colher em março ou abril, pode se defender com um contrato de corretora, fixando o preço na bolsa e garantindo a margem de lucro”, exemplifica o professor. “Pode não ser considerada uma tecnologia, mas é uma ferramenta que a algum tempo vem sendo bastante utilizada e tende a continuar assim em 2019”, completa.

Ao contratar a hedge, o agricultor tem acesso diário junto à corretora para verificar qual preço é mais adequado a seu produto. Como o preço é estipulado pelo mercado, ele pode consultar o melhor momento e garantir lucro em sua venda.

“E não somente o agricultor se beneficia com isso. Armazéns, indústrias atacadistas, cerealistas e até mesmo o consumidor final podem lucrar com esse derivativo”, finaliza Miceli.

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