Muitas vezes o dia parece passar tal qual um carro em alta velocidade. Trabalhar demais, de forma acelerada e executando várias tarefas ao mesmo tempo até soa como uma alternativa para contornar tanta correria. Mas já notou que nem mesmo assim parece que as coisas andam?

Claro, nem todo o dia permite um trabalho mais lento ou mais pausas para um merecido café. Entretanto, é importante saber que trabalhar após o horário normal, mantendo um ritmo constante e sem muitas pausas influencia sim no resultado do que se entrega para a empresa.

Em primeiro lugar, existe uma análise errada do funcionário por parte da empresa. Ter muitas horas positivas de longe significa que esse colaborador manterá a produtividade em seu valor máximo.

Um erro maior pode vir por parte dos líderes que não sabem gerir corretamente a produtividade e não entendem que aspectos como uma longa jornada de trabalho impactam diretamente no nível de rendimento.

Das 8h às 18h

Nem todas as pessoas são iguais, inclusive quando se refere ao período em que se sente mais ativo. Se por um lado um indivíduo consegue estar no auge pela manhã, existem aqueles que só funcionam após as 10h. Outros, ainda, só conseguem ter um bom ritmo após o almoço ou durante a madrugada.

Da mesma forma que existem as diferenças fisiológicas, trabalhar demais impacta a produtividade para melhor ou pior, dependendo de cada pessoa.
Ficar preso ao esquema das 8h às 18h pode sugerir uma pressão mental dentro da rotina, já que o funcionário sabe que precisará entrar e sair nessa janela de horário e formalizar tudo o que conseguir na jornada de trabalho. Caso não consiga, lá vem o banco de horas.

Respeitando a individualidade, o gestor deve colocar em prática métodos que potencializem os resultados de sua equipe. Em dias de reuniões estratégicas, por exemplo, todos chegam no mesmo horário. Em outros, mais comuns à rotina, fica a cargo do funcionário cumprir sua jornada em um horário que lhe for mais conveniente.

Evitando responsabilidades

A gestão do próprio tempo é essencial para extrair melhores resultados das tarefas. Quando trabalhamos demais, é comum manter os esforços em atividades que diminuem a importância das que podem parecer “chatas”.
Mesmo que pareça menos grave, essa estratégia pode enfraquecer os negócios e o próprio potencial do funcionário. Nessa questão, ele pode desenvolver pouca maturidade e acabar caindo em ciladas da procrastinação.

Nem sempre estamos com a disposição no ápice para fazer uma atividade, inclusive quando boa parte da nossa energia é tirada por conta de pressões e exigências. E trabalhar demais pode levar a picos de procrastinação, como forma de fuga para situações que parecem não ter solução ou que exijam maiores responsabilidades.

Nem toda proatividade é boa

Em alguns cenários, trabalhar demais é também reflexo de boas intenções. Um colaborador tenta ajudar ao outro, para melhorar os resultados de ambos. O ato, que é um sinal de proatividade, nem sempre acaba sendo benéfico. Isso porque o funcionário pode acabar se sobrecarregando de atividades que não são suas e prejudicando o próprio trabalho.

Se você fecha os olhos para equipe acreditando que somente a proatividade ajudará os colaboradores, com certeza esse problema não irá se resolver. Para evitar uma baixa produtividade como um todo, saiba como instruir um funcionário que tende a trabalhar demais.

Ajude-o a entender que a proatividade é sim algo importante, mas que sozinho ele não conseguirá sustentar todas as áreas. Uma empresa é feita por pessoas de diversas áreas, inclusive a de Recursos Humanos. O departamento deve ser o maior incentivador de um ambiente saudável para o desenvolvimento de todas as atividades.

Você anda trabalhando demais? Compartilhe essas dicas com a sua equipe e gestores 😉

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